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  • adBlog | Lauro Quadros, um Pai Fundador da crônica esportiva - por:Marco Schuster
    Aquilo foi muito engraçado Nunca se tinha ouvido algo parecido naquela rádio O que eu descobri a partir de 1979 é que ele não tinha aquela cultura de almanaque de citar uma frase de um livro só para mostrar erudição Nunca fez isso mas se você puxasse assunto ele falava dos personagens e autores livros que visitara muitos lugares onde algumas dessas histórias se passaram E também gostava de música brasileira e internacional e cinema Via todos os filmes em cartaz comentava e recomendava Chegava na redação ao final da tarde perguntava aos repórteres o que tinha acontecido quais as notícias da edição queria saber detalhes historinhas tudo para compor a sua coluna feita em tópicos Aquele texto curto e bem humorado era resultado de muita disciplina e cuidado Com igual cuidado fazia seu comentário diário na rádio Tem que escrever para o rádio de um jeito que pareça que estou conversando que não pareça que estou lendo ele me disse numa tarde já quando estava na rádio Gaúcha Quando voltei a estudar jornalismo e cheguei a escrever sobre a profissão defini informalmente Cid Pinheiro Cabral Ruy Ostermann e Lauro Quadros como os pais fundadores da crônica esportiva gaúcha Cid por ser o primeiro colunista de futebol do Estado e criar a primeira editoria de esportes Ruy porque mudou radicalmente o conceito de comentarista de rádio como suas planilhas sua abordagem inspirada na academia e sua proposta de analisar um time como um grupo com estratégias e táticas e não ficar centrado nas individualidades Lauro Quadros renovou o legado dos dois Seguiu a linha aberta por Ostermann com linguagem mais coloquial coisa que o Professor também faria mais tarde criando estilo e espaço próprios A coluna em tópicos não era uma novidade mas a irreverência usando até trocadilhos no futebol

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  • adBlog | O caso Harry Quebert e a "direita do Livro" - por:Marco Schuster
    durante três meses em 1975 quando ele tinha 34 e ela 15 anos Provas e testemunhas são contra Quebert mas Goldman decide fazer uma investigação paralela Descobre aliados e novos indícios e o que parece inicialmente uma historieta romântica entre um homem maduro e uma adolescente se transforma numa história complexa com outras histórias em volta Algumas externas ao tema central como a da mãe de Goldman e seus telefonemas engraçadíssimos e a campanha eleitoral de Obama Uma história externa é o relacionamento entre autor e editor Roy Barnaski Você é um romântico acha que o tempo que passa tem um sentido mas o tempo que se passa é o dinheiro que se ganha ou que se perde Sou fervoroso partidário da primeira parte tentando convencer Marcus Goldman de que não havia tempo de fazer mais apurações Ele atazana o autor todo o tempo sugerindo cenas de sexo entre Quebert e Nola Kellergan ou que use ghost writers para cumprir prazo Todo mundo contrata alguém para escrever seus livros hoje em dia Você sabe quem por exemplo nunca recusa minhas equipes Ele não escreve seus próprios livros Claro que não Como espera que ele aguente o ritmo caramba Os leitores não querem saber como ele escreve os livros ou mesmo quem os escreve Tudo que eles querem é todo ano no início do verão ter um novo livro dele para as férias E é o que nós proporcionamos Isso se chama tino comercial Isso se chama enganar o público repliquei Enganar o público Ai ai Goldman você é mesmo um grande tragediógrafo Barnaski calcula tudo com precisão A data de lançamento do novo livro deveria ocorrer quatro semanas antes da eleição porque depois não seria assunto A eleição de Obama é outra história externa que mobiliza Barnaski Segundo meus cálculos

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  • adBlog | O publicitário Luiz Taddeo no mundo de Ellery Queen - por:Marco Schuster
    mais que um engenheiro mais que gerente de banco na época era uma grande remuneração e até mais do que muitos diretores superintendentes de certas organizações Adiante As escolas de comunicação por exemplo todo ano despejam no mercado publicitário novos Sams Antupits dinâmicos Genaros Andreozzi e outros charmosos Davids Olgyvis moços dispostos a quebrar todas as regras conhecidas da profissão e que às vezes infelizmente acabam é quebrando a própria cara A descrição do ambiente profissional pode ser cáustica mas é escrita brilhantemente O conto todo é assim Uma frase lá do meio Virei de barriga para cima abri os olhos para o escuro e esperei que as ideias fluissem para o meu cérebro Era assim que eu trabalhava em muitas campanhas publicitárias Era a segunda história dele na revista eu nunca tinha ouvido falar dele virei admirador e pensei Deve ter mais coisa não é possível que alguém tão talentoso fique sumido Fui descobrir apelando para o Google mas o buscador não é muito bom em coisas do século passado Ele revela que Taddeo escreveu na década de 80 o livro Improviso para Leila que presidiu um Rotary Club paulista que ganhou algum prêmio do Clube de Criação de São Paulo Também aparece o nome dele numa carta publicada pelo Jornal de Debates de 1947 por sua vez referido num trabalho acadêmico Teria então 19 anos Não sei se é a mesma pessoa A internet é cruel com as histórias simples Mas encontrei o blog Café do Geleia do neto dele Giovanni Taddeo Pedroni que em 29 de agosto de 2012 escreveu O escritor Outro bom texto onde reencontro Luiz Taddeo não como gostaria Agora ele é o corpo vazio de um grande homem numa descrição perfeita e que se aplica a muita gente que conheço e conheci Nem

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  • adBlog | O jornalismo no meio do mercado. Impraticável? - por:Marco Schuster
    notícias Só que seus critérios eram diferentes a notícia tinha que ser verdadeira o jornalista tinha que ser imparcial E nenhum dinheiro deveria remunerar notícias O dinheiro viria dos anúncios e da venda de exemplares O documentário de Jorge Furtado Mercado de Notícias propõe um debate sobre a imprensa brasileira É um mercado onde os interesses pecuniários predominam como acreditava Jonson já no século 17 quando a imprensa ainda não tinha um século de vida ou sim é possível fazer jornalismo isto é informar honestamente procurar a verdade não interessa se prejudique um anunciante Ele apresenta cinco casos em que a imprensa não se esforçou o suficiente para mostrar a verdade Acho que podia ter apresentado pelo menos um de bom jornalismo Bastava ter perguntado aos entrevistados Mas ele diz logo no início que sua intenção é falar bem do jornalismo e por isso escolheu 13 jornalistas que admira para dar depoimentos Todos ali de Mino Carta a Cristina Lobo passando por Raimundo Pereira e Renata Lo Prete acham que é possível buscar a verdade mas reconhecem que nem sempre se consegue Para Geneton Moraes a situação de agora é muito parecida com a do início da Era Gutenberg quando proliferavam os libelos e panfletos distribuindo xingamentos e calúnias També havia grupos apenas interessados em divulgar poemas notícias verdadeiras tá eram raríssimos ou propostas revolucionárias Blogs e posts fazem esse trabalho hoje mas agora já existe uma tradição jornalística e essa é uma enorme diferença em relação ao princípio da imprensa O termo mídia aparece no filme mas jornalismo é uma coisa meios de comunicação outra Foi essa a diferença que começou a se firmar no século 19 e parece que se perdeu ou nunca ficou muito clara na prática quem sabe Jorge Furtado é no filme diretor da peça

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  • adBlog | Reportagem de um falso assassino em série - por:Marco Schuster
    época Hannes Råstam seguia seu trabalho de jornalista investigativo na estatal Sverigis Television a SVT e só em 2008 entrou no tema cheio de dúvidas sobre a inocência de Quick que se negou a dar entrevistas a partir de 2001 Aliás o nome verdadeiro é Sture Bergwall Thomas Quick é uma invenção abandonada em 2002 Depois do primeiro encontro Råstam recolhe tudo o que consegue sobre o caso inclusive uma fita bruta de uma reconstituição de crime Nela Quick aparece tão drogado de benzodiazepina que é difícil entender o que ele diz e não encontrar o local do crime As suspeitas de Hannes sobre a investigação aumentam Na terceira visita Sture Bergwall diz mas eu não cometi nenhum daqueles crimes A frase inédita deixa Råstam atônito e ele decide aprofundar sua pesquisa o que leva sete meses assumir um lado da polêmica e montar um documentário de dois episódios de uma hora cada Fez o bom jornalismo Ele falou com testemunhas revelou provas escondidas denunciou o tratamento psiquiátrico e contestou as fontes oficiais que também tiveram voz no programa O debate reacendeu no país mas agora o resultado seria diferente Conseguiu isso com a metodologia mais simples que existe mas muito eficiente Uma coisa que aprendi durante os anos como jornalista investigativo foi o poder das cronologias analisar em que ordem as coisas aconteceram a fim de evitar qualquer tipo de incongruência certas coisas não podem acontecer ao mesmo tempo e a fim de separar as causas das consequências Dessa maneira descobriu que um dos assassinatos teria acontecido durante a cerimônia de crisma de Sture numa cidade muito longe do local do crime Nem todos tiveram essa paciência A maioria preferiu ficar com as afirmações do réu confesso da promotoria e do advogado de defesa Não é o mehor jornalismo

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  • adBlog | Um agradecimento ao Emanuel Mattos - por:Marco Schuster
    atualizações deste blog Mas quando ia retomar faleceu o jornalista Emanuel Mattos em 18 de julho 2014 meu primeiro chefe Comecei no Hoje um vespertino da RBS que durou nove meses em fevereiro de 1975 Emanuel era o editor de esportes muito atento ao que deveríamos escrever e publicar Ele dizia que deveríamos escrever como se conta uma história descrever detalhes O copidesque era Virson Holderbaun meu pai achou muito engraçado que o cara que corrigia erros se chamasse Virson e não Vilson que conhecia muito português e combatia minha linguagem de rádio Muitas vezes o Emanuel me chamou para tomar um cafezinho e explicar que relatar alguém empurrando uma carrinho de mão passou perto do entrevistado como eu tinha escrito não era o tipo de detalhe que ele queria nos textos Era uma equipe jovem e com talento Marcelo Oscar Lopes Vera Daisy Barcellos Paulo Burd Ciro Comiran Tabajara Branco Paulo Macedo Todos seguiram seus caminhos Uma das expressões preferidas do Emanuel naqueles tempos era chamar todo mundo de débil mental sorrindo Quando o jornal fechou fui para a Cooperativa dos Jornalistas aonde mais tarde ele chegou para editar com o mesmo sorriso e generosidade o Jornal do Grêmio Foi a última vez que trabalhamos juntos Ele entrou e saiu da RBS umas nove vezes ele não sabia o número exato andou por Santa Catarina editou política no Correio do Povo retornou alguns meses ao jornalismo esportivo diário era um sessentão entre os jovens e estava engajado na assessoria política É um prazer te encontrar foi a frase que ele me disse na última vez que o encontrei numa assembleia da Aceg em maio Devo muito a muita gente Agradeço profundamente ao Emanuel as lições de jornalismo que me deu há 39 anos Gosto de pensar que ele estaria

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  • adBlog | A nova política que nasceu ontem - por:Marco Schuster
    cada pleito e permaneceu na caminhadas do Fórum Social Mundial e manifestações de categorias profissionais em seus dissídios Houve tentativas de flash mobs lembram mas sem resultados consistentes As manifestações de ontem podem não representar a maioria da população brasileira e talvez não indique mudança de opinião no eleitorado em 2014 mas não é esse o ponto central eu acho né ainda O ponto central é que a internet com blog sites redes sociais e etc mostrou o seu poder Nenhuma organização precisa distribuir panfletos em saídas de colégios e portas de fábricas para falar com as pessoas como acontecia entre os séculos 17 e 20 os dos primórdios da imprensa Nem precisa de programas de rádio e televisão como no final do século 20 Na campanha das Diretas Já de 1984 cada capital tinha seu dia específico para fazer manifestações Só assim os líderes políticos poderiam viajar pelo país e motivar as pessoas E divulgar os atos era uma dificuldade A Globo por exemplo demorou para noticiar que havia uma campanha nacional pedindo eleição direta pra presidente Agora nem precisa de discursos de palanque de líderes carismáticos para milhares se reunirem em capitais e grandes cidades ao mesmo tempo Como nos tempos analógicos não aconteceu de repente Houve ensaios os protestos isolados exemplos externos os occupy até se chegar ao sucesso de ontem Permanecem algumas características do início dos meios de comunicação de massa barricadas quebra quebras e acho que isso dificilmente vai acabar embora haja uma diferença vital entre aquela época e a de hoje eram ações violentas em tempos de ditaduras e reinados absolutistas e repressores Agora não estamos em ditadura mas em democracia Acho que essas ações de violência ainda vão permanecer porque a gente ainda tem restinhos de violência em nossa emoção e segundo o

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  • adBlog | Dia da leitura, neblina do aeroporto e a gravata do Luxemburgo - por:Marco Schuster
    haveria aditivos ou superfaturamentos nas obras da cidade como a gente está vendo em estádios e rodovias no país Ele respondeu Vocês jornalistas deveriam saber um pouco mais de engenharia e detalhou as surpresas que podem acontecer numa construção Primeiro estuda como ela deve ser estima custos e prazos faz licitação e começa Aí vêm as surpresas Citou como símbolo delas os trilhos de bonde da Protásio Alves pois não havia informações que eles permaneciam ali abaixo de camadas de asfalto Pra fazer uma promessa assim ou o ministro não sabe desses detalhes ou isso já está resolvido A não ser que a ZH também não entenda de engenharia A gravata de Luxemburgo o técnico do Grêmio me intriga Muitos técnicos europeus usam gravata tudo bem Em todos os jogos Houve um tempo em que se usava gravata em todos os lugares bancários comerciantes garçons professores banqueiros industriais Mas o costume caiu e ela ficou reservada a lugares e momentos nobres Só garçons e seguranças continuam usando gravata no dia a dia Vanderlei Luxemburgo usa gravata na Libertadores mas não no campeonato gaúcho Certo a Libertadores é mais importante mesmo Mas como time entende essa mensagem Na Libertadores é preciso se esforçar e se dedicar e no campeonato gaúcho não Se o chefe dá importância mínima para um jogo por quê os subordinados vão dar o máximo E os adversários também não veem assim Pô contra nós é sem gravata É sem reverência Tá achando barbada Não sou fã da gravata ainda mais à beira de campo de futebol mas se for usar usa sempre e não de vez em quando Terceiro Dia da Leitura ou dia do Livro É um dia de perturbadoras coincidências que geraram alguns deslizes William Shakespeare nasceu e morreu em 23 de abril 1564 1616

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