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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    caiaques e percorrer um rio no coração das Rochosas canadenses A apenas 37 quilômetros ainda pela Trans Canada está a romântica Lake Louise O lago de 10 quilômetros quadrados que dá nome ao local é considerado o mais espetacular das Rochosas Localizado num vale profundo é rodeado por pinheiros tem águas azul turquesa graças aos minerais que descem das montanhas junto com a neve e é emoldurado pelo glaciar Vitória ao fundo No verão é possível percorrer duas trilhas perto do lago com excelentes visuais e gratas surpresas no final A mais curta delas tem 7 quilômetros e sai à direita do lago Depois de cerca de três horas de caminhada e quase 400 metros de elevação chega se a uma rústica casa de chá que serve pães caseiros bolos e chás feitos na hora tudo com vista para o lago Agnes A outra trilha dos 6 Glaciares Plain of Six Glaciers é um pouco mais longa são 11 quilômetros para 4 horas de trekking que dão numa segunda casa de chá mais tranqüila As duas casas não têm eletricidade e são abastecidas apenas no começo da temporada por um helicóptero Os funcionários dormem num abrigo perto delas e a única maneira de repor suprimentos é a pé ou a cavalo De Lake Louise parte a Icefield Parkways Highway 93 conhecida por ser uma das estradas mais bonitas do mundo Seus 226 quilômetros seguem até Jasper serpenteando montanhas pairando sob mais de 100 geleiras e recortando inúmeros outros lagos Durante o verão é normal encontrar animais como alces veados cabras de montanhas lobos e até ursos no caminho Aqui mais do que em qualquer outro lugar as vidas urbana e selvagem convivem lado a lado Alguns turistas costumam descer dos carros para observar e fotografar os bichos Mas é proibido alimentar os animais e não é recomendável ficar a menos de 30 metros de distância de um urso principalmente se for uma fêmea com filhotes Os animais costumam frequentar inclusive as áreas urbanas por isso todas as latas de lixo têm uma trava para impedir que uma patada facilite a vida de um urso faminto VERÃO Canoísta aproveita o azul turquesa do lado Louise sob o sol canadense Foto Fernanda Franco ENTRE AS PAISAGENS que podem te fazer perder a atenção na direção está o lago Peyto distante 40 quilômetros do início A saída para o lago verde esmeralda que ganhou esse nome quando foi descoberto por Bill Peyto um dos guias mais antigos da região é também a mesma para o cume da Bow montanha de 2 088 metros a mais alta da estrada Cerca de 80 quilômetros mais ao norte está o maior campo de gelo ao sul do Alasca o Columbia Icefields A neve e o gelo glaciar cobrem cerca de 390 metros quadrados de área e o que derrete é escoado para os oceanos Atlântico Índico e Pacífico Entre maio e novembro há um tour pela região em que é possível andar sobre a gigantesca placa

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    de desnível Já nos trechos de descida aparecem bifurcações que dão acesso às praias do Gaúcho e Vermelha Mantenha se sempre à direita sentido Araçatibinha Chegando a esta micropraia localize a trilha para Araçatiba onde há pousada por R 60 o casal e camping por R 15 ambos com café da manhã Cantinho de Ará 24 3365 1184 3 dia de Araçatiba para Longa Sítio Forte e Mataríz 21 quilômetros 6 horas Em Araçatiba vá até o outro extremo da praia e siga pelo trajeto cimentado entre as pousadas até encontrar a trilha Neste dia uma dica para não sair do percurso é sempre seguir os postes de eletricidade Após atravessar um morro 200 metros de desnível você chega à praia Longa Ande pela areia até encontrar um caminho que segue por entre as casas para retornar à trilha que segue por mais uma forte subida e depois se torna mais tranquila margeando a enseada de Sítio Forte Após a última praia da enseada a Passa Terra contorne o morro à esquerda subindo mais de 100 metros sentido Mataríz Como esta praia é muito pequena tente se hospedar numa pousada para descansar pois o dia seguinte é o mais longo da travessia a Recanto dos Limas oferece chalé por R 80 com café da manhã recantodoslimas com 4 dia de Maratíz para Bananal Freguesia Saco do Céu e Abraão 31 quilômetros 8 horas Acorde cedo para retomar a trilha em direção à praia de Bananal Seguindo pela costeira siga à direita da praia sentido Freguesia de Santana Ao chegar neste povoado peça informações sobre a trilha rumo à Saco do Céu Uma dica dos fundos do vilarejo de Bananal sai uma trilha pouco frequentada que corta 9 quilômetros de percurso e dá acesso direto ao Saco do Céu depois de 2 horas de caminhada cruzando um morro de 250 metros de desnível Informe se sobre a localização dessa trilha em Bananal Quando chegar na praia Saco do Céu continue contornando a costeira variando entre praia e trilha até o final da praia Enseada das Estrelas O acesso à trilha para Abraão está no final da última praia após um barzinho Logo no início da subida há uma bifurcação à direita que dá acesso à cachoeira da Feiticeira a poucos minutos dali Agora seguindo em frente por cerca de 2 horas você alcança o maior povoado da ilha com bastante opções de hospedagem procure uma ideal para você ilhagrande org 5 dia de Abraão para Dois Rios e Caxadaço 29 quilômetros 8 horas A partir deste dia não será mais necessário carregar a mochila pois as caminhadas serão de ida e volta Como o dia anterior foi puxado faça o percurso moderado de 18 quilômetros até a praia de Dois Rios onde se encontram as ruínas do presídio Cândido Mendes acesso por meio da única estrada construída em toda a ilha Caso sobrem forças estique mais 5 quilômetros até a praia de Caxadaço por meio de uma trilha de pedras O

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    ladeia a rodovia sempre decorada com chifres de alces e cabeças de renas Ao cruzar o Círculo Polar Ártico a solidão é o contrapeso do cansaço Apenas um outdoor mostra que a partir dali o viajante está dobrando o planeta VIDA ANIMAL Raposa vermelha nos campos do Ártico Fotos Rogério de Paula QUEM SE AVENTURA A CORTAR O ALASCA enfrenta a famosa e escorregadia Dalton Highway São 800 quilômetros de rodovia onde o asfalto respinga aqui e ali Boa parte do trajeto é de permafrost um terreno que ao longo dos milênios prensou camadas de vegetação minerais terra e gelo Com o aquecimento global em alguns trechos o solo derrete sob os pneus Perigoso Nem tanto É possível dirigir horas a fio sem encontrar um carro sequer mas caminhões a serviço da companhia petrolífera passam a mil Ao lado da estrada um longo oleoduto atravessa o estado desenhado no sobe e desce das montanhas Foi construído na década de 1970 para levar o petróleo do Ártico a maior reserva em território americano até a região de Valdez no sul do Alasca A estrutura de metal já faz parte do ambiente para os animais Bois almiscarados ameaçados de extinção descansam sob a tubulação A família de lobos cinzentos passeia por ali sem pudores Castores nadam serenos nos lagos Ali perto fica Nenana uma vila florida que viu Joanne Hawkins nascer Desde que se entende por gente ela sobrevive graças à loja de souvenir e à música Com vários cedês gravados toca banjo em um conjunto da cidade Mas não é a simpatia da proprietária o maior atrativo para os visitantes Cabeças de peixes secas e geladas penduradas em um varal aguçam a curiosidade Para os forasteiros a placa explica o couro dos peixes passa o verão exposto às nesgas de sol No inverno a pele seca é moída e armazenada Servirá de ração para os cães que puxam trenós sobre a neve um dos meios de transporte mais comuns naqueles confins de mundo E para quem acusa os locais de maus tratos aos caninos a justificativa vem a seguir a quantidade de nutrientes no peixe seco é suficiente para garantir a saúde dos melhores amigos do homem No inverno Joanne fecha a loja escolhe um destino quente no mapa e faz as malas Além dos esquimós poucos são os que se arriscam a permanecer no Alasca durante a escuridão Em Denali vilarejo construído para oferecer um mínimo de infraestrutura aos turistas que visitam o parque xará da comunidade só os sinais de trânsito trabalham nessa estação Piscam o farol amarelo durante seis meses consecutivos como se soubessem que ninguém vai passar por ali Para fugir das nevascas todos abandonam as casas O hotel e os restaurantes têm amplos cartazes nas portas informando aos desavisados que só funcionarão quando o sol voltar Denali se torna oficialmente uma cidade fantasma Quanto mais ao norte mais frio Quanto mais frio mais deserto Não desaparecem somente as pessoas As árvores são cada vez mais raras

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    abriu ao nosso redor A sensação de vácuo e liberdade ficou ainda maior ao vermos lá embaixo o povoado pequeninho no meio do vale Depois de um breve descanso que merecia ser de horas só pela beleza da paisagem seguimos em direção à geleira de Longyear No caminho Jon nos mostrou pegadas da raposa do ártico e algumas aves como o galo silvestre mas nem sinal do urso polar Como era verão e não havia muita neve ficou fácil identificar a geleira depois de meia hora de descida Ainda mais fascinante do que andar sobre ela era saber que o gelo das camadas mais profundas havia se formado há milhares de anos Como bom conhecedor do terreno Jon seguia na frente evitando as áreas com rachaduras e gelo fino Ele nos explicou que as temperaturas do verão criam pequenos riachos e cavernas nas camadas externas da geleira portanto deveríamos ter cuidado pois não seria divertido cair num buraco de gelo No final da geleira voltamos a caminhar sobre os pedregulhos e encontramos ainda mais fósseis Porém na base da montanha o solo era encharcado onde cresciam muito musgo e as delicadas flores do algodão do ártico Algumas renas pastavam tão freneticamente que nem sequer perceberam a nossa presença Cheguei tão perto de uma delas que quase pude tocá la Com a escassez das pastagens durante o inverno não surpreende que elas estivessem tão ocupadas estocando energia Caminhando de volta ao povoado desviamos do trajeto que nos levaria ao hotel para ver o cemitério Faz 70 anos que ninguém é enterrado lá e em nenhum outro lugar da ilha por uma única razão o solo congelado não permite que os corpos se decomponham Isso tem atraído a curiosidade mórbida de muita gente além de algumas pesquisas científicas interessantes Quando alguém morre na pequena Longyearbyen o corpo é normalmente enterrado no continente Entretanto parece que Jon e os outros 2 mil habitantes da vila com maior latitude norte do planeta não se preocupam tanto com isso Viver os desafios e curtir os privilégios que a natureza lhes oferece ao longo das estações é muito mais interessante FLORA GELADA Vegetação rasteira típica do Ártico Mais Há vôos quase diários até Longyearbyen da capital Oslo ou de Tromso pela SAS Scandinavian Airlines sas no De Tromso a viagem dura 1h40 e custa cerca de R 720 ida e volta no verão De Oslo são 3 horas e custa R 985 também na alta temporada O aeroporto fica a 5 quilômetros do povoado Além de 50 quilômetros de ruas não há estradas ligando Longyearbyen aos povoados menores da ilha Para se aventurar além a opção é barco trenó ou moto de neve que podem ser alugados no local Há opções de hospedagens para todos os gostos de campings a hotéis mais luxuosos Reserve com antecedência especialmente nos meses de verão por meio do site oficial de turismo svalbard net O hotel Radisson Polar tem diárias de R 597 para o casal com café da manhã

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    turistas a 100 quilômetros de Cuzco O caminho que se faz a cavalo é o mesmo que o a pé e a duração também No primeiro dia percorremos três horas até o primeiro dos logdes construídos recentemente pelo caminho É o menor e mais fácil trecho da viagem feito por uma estrada de cascalho bem vinda já que é preciso se acostumar à altitude e aos cavalos que nem por isso é menos bonita Depois de duas horas de cavalgada vê se à direita riscos na montanha da frente que são canais de irrigação inca É hora de descer percorrer um trecho do rio que corta a paisagem de pedras e chegar ao vale onde dormiremos ao pé do nevado Salkantay O segundo dia é de exploração Fomos até o lago Humantay alimentado por uma geleira Além da língua de gelo que encosta na água sua cor também impressiona verde esmeralda em dias nublados e azul turquesa com sol A paisagem do lago com o pico nevado ao fundo é um dos pontos altos do percurso O passeio dura três horas afinal de contas estamos apenas nos aclimatando para um dos trechos mais difíceis que será feito no dia seguinte Acordamos cedo sabendo que o terceiro dia é puxado Ganharemos 1 800 metros de altitude em duas horas até chegar ao ponto mais alto da viagem a passagem entre as montanhas Humantay e Salkantay a 4 600 metros Lá em cima há um antigo cemitério inca e a tradição nos diz para depositarmos uma pedrinha trazida de baixo Vemos várias pilhas delas Mas gastamos pouco tempo observando porque faz muito frio venta e neva um pouco O dia termina depois de duas horas de descida quando encontramos o segundo logde TROPICAL À VISTA Grupo no quarto dia de cavalgada a caminho da floresta de bambus papagaios e orquídeas DEPOIS DA MUDANÇA RADICAL na topografia no dia seguinte é a vez da paisagem se transformar Saímos de manhã de um entorno acinzentado e árido para duas horas de descida depois chegar a orquídeas bambus e papagaios de uma floresta de altitude Cruzamos com pequenos povoados e quiosques improvisados no meio da mata que vendem isotônico para os turistas A noite é passada em outro hotel no vale Santa Teresa na confluência de três rios No dia seguinte o quinto de nossa expedição alcançamos os 2 150 metros de altitude Cruzando rios e beirando montanhas chegamos a escadas de pedras construídas pelos incas e por onde não se pode passar a cavalo É hora de despedir se das montarias e seguir a pé Para isso acordamos cedo no penúltimo dia e começamos a caminhada sempre subindo A falta do animal que nos acompanhou durante cinco dias desanima um pouco mas o destino final vale a pena Duas horas e meia depois chegamos ao sítio arqueológico de Llactapata um antigo ponto de parada dos incas que é para nós uma amostra do que veremos no dia seguinte Parte dele foi restaurada e outra

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    solitário Durante dois anos um jovem brasileiro cavalgará sozinho 16 mil quilômetros do Canadá até São Paulo Continuar lendo CAVALGADA EXPEDIÇÃO FILIPE MASETTI LEITE JORNADA AMÉRICA 31 12 69 Notícias Machu Picchu a galope Já imaginou fazer a trilha Salkantay à cavalo Tente essa aventura Continuar lendo CAVALGADA GALOPE MACHU PICCHU VIAGEM Publicidade Vídeos Surf na água fria Uma session geladaça em uma das regiões mais ao norte do planeta

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    especial sobre o tema Continuar lendo CENTENÁRIO MACHU PICCHU NATIONAL GEOGRAPHIC 31 12 69 Notícias Machu Picchu a galope Já imaginou fazer a trilha Salkantay à cavalo Tente essa aventura Continuar lendo CAVALGADA GALOPE MACHU PICCHU VIAGEM 31 12 69 Viagem Maratona da Trilha Inca para Machu Picchu O prazer em desvendar uma trilha Inca e conhecer o que sobrou de uma complexa civilização Continuar lendo CORRIDA MACHU PICCHU MARATONA

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  • Go Outside.com.br - Revista Go Outside : A maior revista de esportes ao ar livre e comportamento ativo do planeta.
    Austrália ou Oz como é apelidada é uma vasta extensão de emoções naturais e um impressionante espetáculo de espécies de animais esquisitos TERRA DO CANGURU os famosos moradores da Austrália Foto Claver Carroll O outback da Austrália e sua vida nativa sempre foram grandes atrativos mas até recentemente o país não dispunha de uma quantidade suficiente de acampamentos luxuosos e serviços de guia para oferecer uma verdadeira experiência de safári Agora com a chegada de diversas pousadas pequenas mas chiques em suas regiões mais distantes a Austrália está se tornando uma nova versão da África onde é possível ir de teco teco de um ponto turístico ao outro mergulhando na natureza sem sacrificar conforto ou estilo Mas a melhor coisa da Austrália é claro são os australianos irremediavelmente animados simples e sempre prontos para uma aventura por mais duvidosa que esta seja Converse com estes anfitriões e antes de perceber como você estará participando de uma missão para reunir ovelhas ou ajudando a empurrar um teco teco para fora da garagem Fui para a Austrália em 2007 para conhecer pessoalmente a emergente cultura do safári no país Desenhei uma rota que passava pela costa nordeste e a Grande Barreira de Coral pelo outback próximo a Sydney e pela costa e interior do Austrália do Sul Viajei de helicóptero e teco teco em uma das vezes com um piloto com cara de bebê que mal parecia ter idade para dirigir quanto mais para navegar com segurança no meio de uma ventania entrei em um transe de felicidade induzido por cangurus no banco da frente de um jipe e sobrevivi ao mais árduo desafio motorizado a rotatória dirigindo um buggy elétrico na faixa da esquerda na Austrália impera a mão inglesa Nas ilhas Whitsunday no estado de Queensland um capitão de barco de 19 anos chamado Jack com enormes óculos dourados e tranças rastafári louras curtidas no sal do mar conduzia nosso catamarã por uma baía agitada Mas não demorou a aparecer uma lancha e Jack passou o timão para mim Chegou minha carona disse pulando para a outra embarcação e me deixando velejando sozinha Por cima do ombro ele assegurou daquele jeito bem australiano Você vai ficar bem Essa atitude relax dos australianos perante a vida é uma adaptação ao meio ambiente o sol do hemisfério Sul é forte demais o ar é limpo demais e o horizonte é amplo demais e repleto demais de possibilidades para alguém conseguir se manter pessimista por muito tempo Este é afinal o mais antigo dos continentes uma resoluta relíquia que já fez de tudo milhares de vezes mas se recusa a desaparecer Australianos que adoram a vida outdoor não se desencorajam com o fato de que algumas das serpentes mais venenosas do mundo rastejem por essas terras nem que o mais terrível torturador dos mares uma água viva conhecida como vespa do mar patrulhe as águas em exércitos assassinos que os nativos chamam de bities picadoras MONTES FLINDERS uma das montanhas de arenito do

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